Elena – saudade em forma de poesia

                                                                         Se a vida é simples, do que eu tenho medo?
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Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.                  

                                              Ausência. Carlos Drumonnd de Andrade
 

Ao final, silêncio, imobilidade geral e soluços. Foi a última e real cena que vi dentro do cinema.

Achei uma sessão de terapia estendida; levada a público; com todos os medos da nossa cabeça e sem medo de ser mostrado.

Muita poesia, memórias e uma angústia em expurgar fantasmas e dores.
Impossível não se sensibilizar com a poética, com a coragem de tratar de assuntos ocultados e as durezas da ausência sentida.

Nó na garganta difícil de engolir…antes ainda de chegar ao estômago, levarei tempo pra digerir tudo.

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Sobre vidarealinventada

Chato, curioso e inconstante.
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