Escolas matam a criatividade?

Há um tempo atrás, durante a faculdade, eu havia assistido uma palestra de uma mulher que nem ao menos lembro o nome agora, mas lembro muito bem das coisas que ela falou. Dentre essas coisas, me marcou muito na fala dela  quando discursou sobre como a escola (na maioria das vezes) “despoetiza” as crianças, ou seja, como a escola faz a criança perder a capacidade de imaginação e poesia ao brincar, ao contar histórias e interagir com o mundo.

No processo de alfabetização e educação, os adultos acabam por sobrecarregar as crianças com regras de o que “pode” e o que “não pode”, o que “é feio” e todas as formas normativas de valores e padrões para que elas se encaixem nas nossas formas de condutas sociais. Dessa forma as crianças vão perdendo a visão lúdica das coisas, as comparações metafóricas e muitas vezes inusitadas que são tão exploradas pela literatura e pela poesia. Exemplo disso é só pedir para uma criança lhe contar uma simples história para que você perceba como elas são criativas nas descrições e riquezas de detalhes (não pude deixar de lembrar dessa cena do filme Onde vivem os monstros [Where the wild thing are] ).

Ontem tive a sorte de ver um vídeo do educador britânico Ken Robinson que num TED fala sobre como as escolas matam a criatividade. Uma das análises interessantes que Ken Robinson faz está a forma estrutural que quase todas as escolas seguem, privilegiando primeiramente a matemática e línguas, ciências humanas e deixando as artes sempre por último. Ele diz ainda sobre a educação que se concentra na cintura das crianças para cima e a medida que o tempo passa ela se concentra apenas na cabeça.

Toda a discussão proposta por Robinson está extremamente ligada ao nossa sistema educacional falido que ainda privilegia certas coisas enraizadas em fórmulas do passado em detrimento de outras como pode se ver no documentário Waiting for Superman.

Veja os vídeos:

“…se você não estiver preparado para errar, você nunca terá uma ideia original”

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Sobre vidarealinventada

Chato, curioso e inconstante.
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