O que eu aprendi em desaprender

Que o mundo é formatado em velhos padrões nós já sabemos. Que muitos desses (velhos) padrões já caíram por terra, nós também já sabemos. Mas dentro do cenário em que crescemos e nos habituamos pelo conformismo de muitas batalhas vencidas eu descobri que desaprender e se desapegar dos padrões velhos e das fórmulas ultrapassadas é um tanto quanto enriquecedor. Abre a mente. Faz as ideias fervilharem.

Sou adepto das leituras plurais e dos interesses multidisciplinares. Ler o que aparecer diante dos nossos olhos, assistir um número infindável de filmes, deliciar com belas obras de arte. E dentro disso tudo, descobri o prazer de ler pessoas. Mas não qualquer pessoa. Ler aquelas pessoas que abandonaram a gramática da vida do século passado, que não inventaram a fórmula para combater o capitalismo canibal desenfreado, mas que reinventaram uma forma de fazer coisas boas com bons propósitos dentro do sistema falido.

Muitas dessas pessoas eu estou encontrando aos poucos e em apenas um dia eu encontrei muitas. E o dia foi 13 de novembro e o lugar foi em evento chamado TEDx Porto Alegre. O grande problema é que depois desse dia eu sofro um mal (que acredito que afetou muita gente) que impede de eu achar as palavras certas para falar ou ainda escrever a grandiosidade ou escolher as palavras que demonstrem a empolgação necessária. Eu ainda não consigo descrever a quem em pergunta: – E aí? O evento foi legal?

O que eu consigo dizer com propriedade disso tudo é que o mundo tem salvação e que existem pessoas com grandes princípios movidas por causas nobres ainda. Gente que faz coisas movidas pelas paixões e não apenas pelo dinheiro e não querem deter monopólios de informações e querem sim espalhar a boa nova aos quatro cantos do mundo. Aí você descobre que precisa desaprender para aprender tudo de novo a andar com uma bicicleta que não é movida por apenas dois pés mas sim por uma pedalada conjunta que impulsiona para bem longe.

Nesse pequeno espaço de tempo que aconteceu o TEDx Porto Alegre reafirmei minha certeza que precisamos sair dos nossos mundinhos individuais e das nossa carapaças para pensar grande, pensar global, em rede. Que por trás de toda tecnologia que muda o mundo tem seres humanos que precisam de abraços, atenção, sorrisos.

Outra coisa que aprendi desaprendendo é o fato de que você pode ser formado em Harvard ou apenas deixar a barba crescer, vestir uma roupa vermelha (e sair por aí levando sorrisos e ajuda para a vida de muita gente) para fazer boas ideias funcionarem e praticar coisas boas.  Para tudo isso basta determinação, vontade de inquietação movida por paixões.

O melhor de tudo é saber que toda empolgação e inspiração não acabam em um dia, mas fica latente na nossa cabeça (e por que não coração) daqui pra frente com uma pulguinha que fica o tempo todo coçando atrás da orelha até tomarmos uma atitude, uma boa atitude.

Conhecimento é viciante. Inspiração é endorfina. Boas ideias são contagiosas.

Aprendi que desaprender dos velhos moldes pode fazer você apaixonar-se pela paixão dos outros e que se contaminar com boas ideias não tem antídoto.

A vida é muito curta. Borá lá, mudar o mundo.

 

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Sobre vidarealinventada

Chato, curioso e inconstante.
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Uma resposta para O que eu aprendi em desaprender

  1. André disse:

    Estou no mesmo barco, ou algum próximo. Não sei descrever o que foi o TEDxPortoAlegre, apenas confirmar que foi bom, muito bom. Sigo, agora, inspirado e apaixonado (:

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