O mesmo papinho de sempre…

Deve haver um número estatístico grande de pessoas que não fazem a menor ideia do que vão escrever nos seus blogs. Em especial, um número bem expressivo, de gente que não faz a mínima sobre que assunto abordará ou a que tema se dedicará no primeiro post.

E como não poderia ser diferente, cá estou eu, para acrescentar a esse número.

A decisão de ter este espaço vem de longa data. O nome que teria então daria uma novela…mas enfim ele foi nasceu, de parto normal e filho de pai solteiro.

Mas com que alimentá-lo? Ainda mais eu sendo tão inconstante, com tantas possibilidade de acordar amanhã mesmo achando tudo isso uma grande merda e no segundo seguinte se perguntar de onde veio tamanhas besteiras.

Mas o que importa realmente é o poder das palavras de exorcizar as angústias e agruras da alma. Essa talvez seja a ideia que mais me cativa. Além é claro, da vontade de ser lido, de deixar alguma coisa, de gritar alto no vazio e no nada do ambiente virtual para não se sentir sozinho no mundo.

Agora, filosofia de botequim à parte, este vai ser o universo de um publicitário, formado em letras literatura, apaixonado por livros, viciado em séries (lost, Glee, Hung, True Blood, United States of Tara etc), fissurado em cinema, pessoas inteligentes, amigos, viagem e boa comida. Se tiver um pouco disso e uma mesa de bar então…

Importante dizer que vez em sempre (por mais que eu lute contra) isso aqui vai aparecer recheado de clichês e lugares comuns, afinal não quero ser mais um publicitário com a ilusão de reinventar a roda.

Termino o meu primeiro post com ela que hoje tomou conta da minha noite e por algumas horas (às vezes por dias) disse tudo o que eu queria dizer. Clarice hoje me entenderia.


“Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…”

Clarice Lispector

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Sobre vidarealinventada

Chato, curioso e inconstante.
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Uma resposta para O mesmo papinho de sempre…

  1. Lorens disse:

    Ahh o primeiro post, dá mais medo que o primeiro beijo.
    Hj quando eu li seu texto eu vi e reconheci o Fernando. Apesar de todas as máscaras que (felizmente) a escrita nos fornece, o texto só é bom quando dá a quem o escreve a sensação de doação, dar o que é de nosso (seja lá o que for) para o outro, e vc se atreveu a compartilhar…

    Espero ver mais textos aqui hein palhação, esse lado escritor que ainda não conheço.

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